Cara, passa Big Bang Theory no avião. Estou oficialmente de "bom humor", tanto quanto for possível após ter chorado um monte e basicamente molhado o Leandro inteiro. O avião ainda para no Rio, onde eu troco pro que realmente vai pra Paris. Wait and see. O episódio é aquele em que eles compram a máquina do tempo do filma "A máquina do tempo".
Opa, peraí. episódio na metade e a gente já vai pousar. Ok, fail my life.
*****
Ok, deu tempo de assistir o episódio exatamente até o final. Começaram os créditos, apagou a tv e começou o desembarque. Dos outros, é claro. Eu fiquei no avião, junto com uma dúzia de gatos pingados. Na verdade nào vamos trocar de avião. Tô aqui assistindo a limpeza da a-e-ro-na-ve, troca dos fones de ouvido, carregamento de suco de laranja, etc. Descobri que embaixo do banco tem uma tomada que dá pra carregar o notebook. Considerando que eu estou com toda a segunda temporada de "how i met your mother" aqui... a vida acabou de ficar melhor!!
*****
Liguei meu celular rapidinho e chegou uma mensagem do Leandro, dizendo que me ama, que a viagem vai ser ótima, que eu vou amar. Estou dando vexame no avião, chorando que nem boba. A equipe de limpeza da Tam ofereceu um lencinho de papel. Alguém me empresta um celular pra ligar pra ele, já que o meu não tem mais crédito?
*****
Colegas novos de vôo começaram a embarcar e eu ainda tô chorando. E agora, bial? Crianças gritam e tem gente criando briga. Eu só penso na temporada inteira de "How I met your mother" e no fato de que eu deveria estar estudando francês ao invés de ficar assistindo séries.
*****
Começou o voo pra Paris. Mesmo vídeo de segurança na cabine, cobertores de graça, necessaire de graça, fones, blablabla de graça, e o mesmo episódio de Big Bang Theory passando. como ou jacú, assisto devolta.
8 de setembro de 2009
7 de setembro de 2009
start spreading the news
eu ia fazer um post melhor, mas não deu tempo. no caso, se vocês trocarem "new york"por "bayonne", a música já explica tudo. fica igualzinho, juro! :)
fato é que, sendo esse meu último dia aqui em sp por um tempo, eu vou passá-lo com o leandro e com a minha mãe. e, quando chegar na frança, dou um jeito de escrever aqui.
mas de qualquer forma, são só alguns meses lá e eu já volto.
à bientôt! :P
3 de junho de 2009
I hope. I think, I know

(olá, clique em mim! eu sou um vídeo ruim e desfocado, mas muito feliz!)
Pela primeira vez desde que eu criei esse blog apareceu um comentário anônimo aqui. Reclamando que eu reclamo muito da vida (?), o que é muito estranho, já que pra haver blog tem que haver reclamação. Eu tenho QUASE certeza que isso está nos termos de uso do blogger ( algo como "usos necessários do espaço: WHINE A LOT") mas tô com preguiça de procurar. Obviamente, quando tá tudo ótimo e eu tô feliz, o tempo é gasto indo em botecos, bebendo e sendo feliz. Pra que diabos eu ia gastar meu tempo reclamando enquanto meu chopp esquenta, hein? Conformismo? Desculpe, não fomos apresentados! Vou apagar não, vai ficar lá o comentário. Até achei engraçadinho :)
*** update: e não sou só eu que acho isso! :)
Só pra ser chata, eu não ando com muita coisa pra reclamar, não. Só o mesmo de sempre. Enxaqueca. Não consigo dormir. Minha monografia não vai ser apresentada pelo fato de que ela JAMAIS irá acabar. Ela é o tecido de Penélope, eu escrevo de dia e ela se apaga à noite. Juro. Tenho provas (nem).
Mas mesmo assim eu tenho coisas bem melhores pra ocupar a cabeça. Umas semanas atrás teve show do Oasis aqui em Curitiba, e eu convenci o Leandro a ir comigo. Nunca, nunca, NUNCA vá com uma doida no show da banda favorita. Em 2006, última vez que eles vieram pra cá, eu fiquei na grade e voltei com as costelas roxas. Até entrei na rodinha de porrada quando eles tocaram "My Generation", como fim do show. Nesse, não fui tanto pra frente (pra sorte do meu namorado e do meu primo pré-adolescente que tava com a gente), mas pulei que nem doida, gritei as letras, dei vexame. E o Leandro com uma paciência milenar, me levantando nas costas nas músicas mais legais, cantando alto junto, quase perdendo o ônibus pra voltar pra SP só pra ir comigo. E isso que ele pagou o ingresso inteiro, coitado. E nem é tão fã. Mas sempre tem um ponto alto descobrir que seu namorado consegue te segurar no colo por mais de 5 minutos sem cansar (hehehehehe). O vídeo ali em cima está uma merda porque o foco da câmera morreu e eu não poderia me importar menos. Eu tava só pulando com a mão pra cima, os momentos em que eu enquadrava o palco eram puro acaso. Tava mais ocupada em ver que em filmar, mal aí. :)
E aí essa semana teve o noivado relâmpago dela, que não só é minha melhor amiga e prima do Leandro como foi a responsável por a gente estar junto. (Ela nos trancou pra fora de casa no ano novo e disse que a gente só entrava depois que acabasse com a frescura e algo acontecesse. Aconteceu, continua acontecendo, e tudo mais o que houver é culpa dela.) O Leônidas me pediu sexta de noite pra ajudar ele com o noivado que seria... sábado de tarde. Umas 15 horas de prazo. E foi tudo muito legal, ela chorou, todo mundo bebeu, e eles vão casar mesmo já morando juntos e viajado pra Lua de Mel. Ordem correta das coisas? Não trabalhamos ;D
E agora a cereja no topo do bolo que tá sendo esse ano. Depois de tanto pedir pra sumir daqui, depois de tanto pedir pra ser abduzida, sequestrada, expatriada, tudo deu certo. Vocês conseguiram, estão se livrando de mim. Eu vou ali viajar um tempo, conhecer o mundo lá fora (oi, fora da internet?) e já volto. Claro que isso traz uma série de novas preocupações. Como eu sou uma falida completa, preciso ficar pesquisando todas as opções possíveis de economizar. Já encontrei uma galeria de arte perto do alojamento estudantil que faz coqueteis gratuitos todas as quartas-feiras, o que significa que uma vez por semana eu terei janta/bebida de graça. SIM, eu sou jacú a esse ponto. Comecei a falar com umas meninas que me disseram pra levar sapatos e calcinhas daqui, porque lá, além de caros, eles são meio estranhos. Coisas do tipo "aqui só existe calcinha de vó ou fio dental. tanga, só de renda. conforto zero". Ou seja, preciso levar calcinhas pra um ano? Quantas calcinhas se gasta em um ano? Já que o namorado vai ficar aqui, posso levar tudo em BEGE e morrer de falta de tesão por mim mesma lá?
E, como não poderia deixar de ser, o lugar que eu vou é o mais estranho possível. É França, mas é a 20km da Espanha. Foi colonizado pela Inglaterra. É ponto de refúgio Turco. É País Basco. Tem praia, montanha, rios, castelos, catedrais, tudo em 20km2. Eu não poderia estar mais apaixonada e apavorada. Não podia ser mais a minha cara. Eu já quero viver lá pra sempre.
Pode deixar que eu vou reclamar bastante, ainda. Mesmo com tudo isso. E, de preferência, misturando umas três línguas na mesma frase :)
4 de maio de 2009
televisa, me contrata!
aproveitando que hoje é meu primeiro dia de "desempregada", venho aqui pedir emprego no blog: TELEVISA, ME CONTRATA! minha vida já anda com cara de novela mexicana, nem ligo de enfiar uma gripe do bacon aí no meio.
primeiro expliquemos o desemprego: minha vida está tão de ponta cabeça que não há mais tempo para o trabalho, então pedi pra sair do estágio. era isso ou prejudicar (mais) meu tempo de sono e higiene pessoal, e isso já estava se tornando meio polêmico. assim, dia 1o de maio, dia do trabalho, foi meu primeiro dia de desemprego, já que trabalhei até o fim do mês de abril. mas como é feriado, não conta. aí vem fim de semana... e finalmente segunda-feira, dia de inaugurar o desemprego.
como não tinha que bater ponto 8h no escritório, dormi hoje ainda com o leandro, quase atrasei ele pro trabalho de manhã, etc. fiz propostas de emprego bizarras pra ele do tipo " me contrata de despertador! eu posso morar na sua cama!" (ao que ele responde "você não acorda de manhã, eu ia ter que te acordar pra você ME acordar?"). foi bonitinho, foi gostoso, foi legal, vim pra curitiba com um sorriso na cara na viagem toda de ônibus.
maaaaaaaas como a vida é uma novela mexicana, ônibus atrasou, choveu, passei frio, e minha mãe fez a tal da cena no meu orkut (sinal dos céus de que é hora de apagar aquele troço). dona marilia deixou scraps do tipo "onde você está??" "porque não atende o celular??". ligou pra meio mundo. cheguei e tinha uma mensagem do leandro dizendo "oi, sua mãe está desesperada atrás de você, ligue pra ela". melhor que isso só umas duas semanas atrás quando ela me deixou o scrap "esqueceu que você tem MÃE????"
aí dá-lhe uma semana com todo mundo vindo te perguntar se sua mãe finalmente conseguiu falar contigo, que ela ligou não sei quantas vezes na casa de fulano, mandou email pra ciclano, etc.
e eu viajo pra são paulo toda semana. tenho medo de me mudar pra lá e receber scraps desses todo dia. terei que levar minha mãe junto, tô vendo.
aí que vira novela mexicana, mas pro leandro. além de ter que me aguentar, vai ter que viver com a sogra??? :P
primeiro expliquemos o desemprego: minha vida está tão de ponta cabeça que não há mais tempo para o trabalho, então pedi pra sair do estágio. era isso ou prejudicar (mais) meu tempo de sono e higiene pessoal, e isso já estava se tornando meio polêmico. assim, dia 1o de maio, dia do trabalho, foi meu primeiro dia de desemprego, já que trabalhei até o fim do mês de abril. mas como é feriado, não conta. aí vem fim de semana... e finalmente segunda-feira, dia de inaugurar o desemprego.
como não tinha que bater ponto 8h no escritório, dormi hoje ainda com o leandro, quase atrasei ele pro trabalho de manhã, etc. fiz propostas de emprego bizarras pra ele do tipo " me contrata de despertador! eu posso morar na sua cama!" (ao que ele responde "você não acorda de manhã, eu ia ter que te acordar pra você ME acordar?"). foi bonitinho, foi gostoso, foi legal, vim pra curitiba com um sorriso na cara na viagem toda de ônibus.
maaaaaaaas como a vida é uma novela mexicana, ônibus atrasou, choveu, passei frio, e minha mãe fez a tal da cena no meu orkut (sinal dos céus de que é hora de apagar aquele troço). dona marilia deixou scraps do tipo "onde você está??" "porque não atende o celular??". ligou pra meio mundo. cheguei e tinha uma mensagem do leandro dizendo "oi, sua mãe está desesperada atrás de você, ligue pra ela". melhor que isso só umas duas semanas atrás quando ela me deixou o scrap "esqueceu que você tem MÃE????"
aí dá-lhe uma semana com todo mundo vindo te perguntar se sua mãe finalmente conseguiu falar contigo, que ela ligou não sei quantas vezes na casa de fulano, mandou email pra ciclano, etc.
e eu viajo pra são paulo toda semana. tenho medo de me mudar pra lá e receber scraps desses todo dia. terei que levar minha mãe junto, tô vendo.
aí que vira novela mexicana, mas pro leandro. além de ter que me aguentar, vai ter que viver com a sogra??? :P
20 de fevereiro de 2009
agora só quero morrer de formas fáceis de explicar

a vida ainda está esquisita. tudo está normal no reino da noruega. (era noruega?)
anteontem eu saí da sala pra respirar porque tinha uma professora falando um bocado de besteira e eu, pra não interromper, decidi sair e dar um passeio. a mulher falava irritadíssima que "PATENTEARAM O AÇAÍ!!! OS AMERICANOS PATENTEARAM O AÇAÍ!!!". longe de mim ser direitista ou usa-lover, mas foi bem diferente, registraram a marca, uma patente é outra coisa, e PELAMOR, eu já me sinto chata só de ter começado a escrever sobre isso.
aliás, taí outro problema da minha vida: propriedade intelectual. não, ninguém veio apreender meu hd de 750 gigas (no qual eu poderia morar, já que tem mais espaço que o meu quarto). o negócio é que o outro estagiário lá do escritório saiu, então as minhas horas aumentaram e a carga de trabalho também. e minha monografia é sobre infração de marca nos links patrocinados do google (oi?). e tô acompanhando o julgamento do pirate bay por blog, twitter, jornal, torcida, etc. tá hilário, até o momento. convenhamos que brigar com o pirate bay é pedir pra ser ridicularizado. e brigar legalmente com eles é um pezinho no suicídio profissional pra qualquer advogado. e duas meninas da minha sala mandaram currículo pra serem estagiárias no mesmo lugar que eu trabalho, o que quer dizer que eu teria que falar disso TAMBÉM na faculdade. eu gosto disso, mas estou mono-ciclo-temática-reduntante. kill me now, kill me now, kill me now, kill me now.
aliás, falando em kill me, eu PRECISO compartilhar o episódio mais ridículo das minhas férias. eu morro mas não deixo de contar isso pras pessoas, porque se na próxima vez eu efetivamente morrer em circunstancias tão bizarras, ao menos uma explicação vocês terão.
eu passei boa parte das férias em são paulo, fazendo monografia e comendo bolo o dia inteiro enquanto o leandro trabalhava. ele chegava, eu fazia janta (tentava, ao menos), etc, bem dona de casa. no meio da semana, numa manhã bem parada, eu saí do banho e fui pro quarto me arrumar, enrolada na toalha e pingando água pra todos os lados. assim que eu cheguei no quarto, o notebook reclamou de falta de bateria (estava em cima da cama, preguiçosamente). peguei meu filho esfomeado, deixei a toalha em cima da cama, peguei o cabinho de energia e fui em direção à tomada. eu, pelada, notebook, cabo de energia. só que a tomada fica do lado da janela, no canto do quarto onde as minhas coisas estavam jogadas. de alguma forma loira e bizarramente descordenada, eu fui desviar de um par de tênis e pisei no cabo de energia. o notebook caiu em cima da cama e eu tropecei, em direção à janela. e bendita seja éris, deusa do discordianismo, que a janela do leandro, mesmo sendo baixíssima (uns 30 cm do chão) tem uma gradinha na parte de baixo, tipo uma varandinha. e eu bati que nem uma jacú com o corpo nessa gradinha, e sabe-se-la como não voei PELADA 9 andares até o chão.
imaginem vocês o leandro recebendo uma ligação no trabalho, com o zelador falando "oi, sua namorada acaba de se matar, pelada, pulando da janela". imaginem meus pais tentando entender. imaginem essa situação indo parar na tribuna. depois disso tudo, eu fico achando que metade das mortes da tribuna podem ser frutos de situações jacús assim. eu sentei na cama e chorei, e ri, e chorei, e ri... isso durou mais ou menos uma hora.
lição do dia: só correr riscos jacús e desnecessários vestida.
9 de fevereiro de 2009
Little Boxes
Pois é, acabou a alegria. Essa semana voltam às aulas e eu ficarei o ano todo presa à PUC. O problema, na verdade, não é nem a PUC em si. Eu gosto de estudar, e como o curso está finalmente acabando, monografia, blablabla, eu até fico mais motivada a ir. O problema são as pessoas. L'enfer c'est les autres. Mesmo que eu tenha um grupo de amigos que preste, o resto ainda me deixa em agonia. E, nessas horas, bora escutar little boxes.
Little Boxes
Nara Leão
Uma caixa bem na praça, uma caixa bem quadradinha
Uma caixa, outra caixa, todas elas iguaizinhas
Uma verde, outra rosa e uma bem amarelinha
Todas elas feitas de tic tac, todas elas iguaizinhas
As pessoas dessas casas vão todas pra universidade
Onde entram em caixinhas quadradinhas iguaizinhas
Saem doutores, advogados, banqueiros de bons negócios
Todos eles feitos de tic tac, todos, todos iguaizinhos
Jogam golf, jogam pólo, bebendo um bom martini dry
Todos têm lindos filhinhos bonequinhos engomadinhos
As crianças vão pra escola, depois pra universidade
Onde entram em caixinhas e saem todas iguaizinhas
Os rapazes ficam ricos e formam uma família
Todos eles em caixinhas, em casinhas iguaizinhas
Uma verde, outra rosa e outra bem amarelinha
E são todas feitas de tic tac, todas, todas iguaizinhas
Alguém me tira da minha agonia, please?
8 de janeiro de 2009
27 de dezembro de 2008
sleepless long nights that is what my youth is for
vim passar o natal em umuarama com moço, leleca, leônidas, kika e família em geral. faltou só a irmã da leleca trazer também os filhos dela (3 caninos, 3 felinos, sempre com possibilidade de aumento desse número). tudo estaria bem bom, não fosse o fato de que eu não durmo direito a umas três noites. boa parte do tempo disponível geralmente pra essa atividade (leia-se da meia noite às oito, com uma boa variação aí) eu passo rolando no colchão, incomodando o leandro e me chateando. nas rras ocasiões em que eu consigo então dormir, eu tenho pesadelos. se eu não durmo, fico cansada, se durmo acordo mais cansada ainda. e agora, josé?

ele me ama mesmo morrendo aos 40C! :P
minha sogra me deu um floral de bach pra ver de resolve. tomei e aqui estava eu, rolando no colchão, de mal humor, enquanto o leandro dormia. como acordar o coitado só pra ficar conversando comigo estava fora de questão, peguei o ipod e fiquei bonitinha escutando feist, tentando deixar baixinho pra não incomodar.
mas um filho da puta de um ruído estava me incomodando, passando por cima da música. não, o leandro não ronca. e, enquanto feist cantava seu 1,2,3,4 "sleepless, long nights, that is what my youth is for" e eu concordava amargamente, eu vi o culpado. em cima da minha cabeça, um baita de um ar condicionado fazendo barulho e secando o ambiente.
eu tenho uma longa história de pesadelos com ar-condicionados. muito complexo pra explicar aqui, mas eu juro que faz sentido. e leandro acabou de acordar de calor. vou lá explicar pra ele e depois faço algo por aqui.

ele me ama mesmo morrendo aos 40C! :P
8 de dezembro de 2008
these are just ghosts that fucked my heart before I met you
todo mundo tem malditos fantasmas que insistem em grudar na gente. puxam o pé à noite, arrastam correntes, derrubam coisas pela casa. ou, nesses tempos pós ghosthbusters, entram no nosso orkut, dão uma de stalkers, fazem fofoca e comentam cada pedaço da sua vida com uma avidez que deixaria muitos locutores de futebol invejosos ("e lá vai ela, levantou da mesa! atendeu o telefone, falou com o namorado, combinou de viajar com ele, vai desligar, mandou beijo, falou que ama e é gol! goooooooooool!!")
demora, mas depois de um tempo você lembra que é atéia, e não espírita ou umbandista. e os fantasmas somem ou se revelam crianças de (idade mental de) 6 anos, com um lençol, pulando e enchendo o seu saco. o que sobra é decidir se dá uma surra ou entrega pros pais (se bem que, se cresceram assim, provavelmente os pais não foram lá muito competentes, né?)
"these are just ghosths that broke my heart before I met you"
ou, no caso:
"these are justs ghosths that fucked my life before I met you"
no trick or treat para crianças que não saibam se comportar. no more.
demora, mas depois de um tempo você lembra que é atéia, e não espírita ou umbandista. e os fantasmas somem ou se revelam crianças de (idade mental de) 6 anos, com um lençol, pulando e enchendo o seu saco. o que sobra é decidir se dá uma surra ou entrega pros pais (se bem que, se cresceram assim, provavelmente os pais não foram lá muito competentes, né?)
"these are just ghosths that broke my heart before I met you"
ou, no caso:
"these are justs ghosths that fucked my life before I met you"
no trick or treat para crianças que não saibam se comportar. no more.
20 de novembro de 2008
smile like you mean it
eu tenho ensaiado bastante de escrever aqui, mas o humor não deixava, e eu ainda estava de birra. é, ainda, praticamente uma criança de 6 anos. não é interessante escrever só pra reclamar da vida, e como eu sempre estou ali, flertando com a depressão, uma sequência de posts melancólicos não ia ajudar em nada, né.
hoje eu acordei passando mal pra caramba. mas só fisicamente e isso foi interessante porque mesmo tonta e enjoada (oláááá, enxaqueca! como você gosta de ferrar com meu fígado, hein?) eu estava tranquila e aproveitando ficar em casa, deitada com os gatos. eu tava finalmente achando a vida boa (e olha que eu nem estava contabilizando a parte de ficar de folga em dia de semana, mesmo que doente) e daí vem essa listinha de coisas que não me deixaram ultrapassar o limite e virar uma geléia desanimada.
meu estágio entra bem no começo da lista por um motivo óbvio: ele me faz acordar cedo e sair da cama (coisa que foi um grande FAIL hoje, visto que eu não fui). pode ser por medo de levar bronca da inez, pode ser por não querer ficar sem salário (são 300 reais, mas eu seria ainda mais falida sem eles!!! 300 mais vale transporte, alegria do estagiário moderno). mas eu gosto de lá, eu gosto das pessoas, e eu gosto de ir, fazer o que precisa ser feito e voltar pra casa. quando eu fico deprimida eu não levanto e não me mexo pra nada, não saio de casa e não falo com ninguém. sair da cama de manhã, colocar uma roupa decente e ter algo pra fazer já ajuda pracarai. (virei uma proletária feliz, fudeu)
aí, seguindo juntinho na lista, vem música. meu ipod vai comigo pra todo o canto, e eu pego ônibus, ando pra cima e pra baixo... claro que isso me obriga a protagonizar umas cenas meio ridículas do tipo sair saltitandinho com músicas fofas, começar a andar mais rápido porque o ritmo da música mudou, cantar no ônibus, etc. mas é muito melhor a vida com música que sem ela, sério. meu ipod garante o meu humor e me dá assunto pra conversar com pessoinhas aleatórias (oi, sabia que vazou o novo cd do the killers?)
junto com a música vem a dança. parte óbvia: exercício libera serotonina e você fica com uma sensação de bem estar físico. sexo também, mas considerando que o leandro mora em são paulo, durante a semana a dança resolve muito bem esse problema. é o equivalente do estágio, só que de tarde. e óbvio, tem música. e tem uma professora legal que me dá broncas parecidíssimas com as minha chefe, além de ter um gosto musical massa. pra ajudar um pouquinho, eu tento ir correndo pra dança. queima bacons, é mais exercício e meu ipod vai comigo. bonus points!!!
temos de noite a faculdade, a sempre presente faculdade. até uns meses atrás estava eu querendo que o prédio explodisse com todos dentro, dada a minha falta de talento pra sociabilizar fofocando. gente que se estressa demais com coisas jacús ferra com a minha paciência, sério. mudei de ares, de assuntos e de horários, tudo resolvido, a vida tá legal devolta e eu voltei a tomar cerveja por aí com pessoas engraçadas. viva a cerveja e as pessoas engraçadas!
e aí tem ele, né. ele. que cuida de mim e pergunta se eu fui na dança. que assa bolo comigo no domingo mesmo que eu destrua a cozinha dele derrubando clara de ovo no chão inteiro. que dorme abraçadinho e me escuta reclamar da vida, e me deixa fazer birra e ficar cutucando e chamando de bobo quando eu tô brava (um espetáculo de imaturidade que costuma durar uns 5 minutos, e ele dá risada esse tempo todo). ele me pergunta se eu fui pro estágio, se eu corri, se eu fui pra dança, se eu não matei aula, e diz que me ama. pode mais? dá pra embalar uns três e passar no cartão?
e depois disso só amigos em geral. na maior parte do tempo eles me aguentam só online, por culpa do contínuo espaço-tempo que não me deixa infernizar a vida de todo mundo o tempo todo. mas tão aí, me aguentando, reclamando junto, tirando sarro, everybody people together now online noite adentro.
é só isso que precisa, eu acho. cortar o dia em pedaços e ver a parte boa de cada um, e ir levando de parte boa em parte boa. o resto vira post no blog! se não der pra gostar de tudo, a gente sorri e finge que tá ok, e vai em frente!
oi, sabia que vazou o novo album do the killers? ;D
Assinar:
Postagens (Atom)